quinta-feira




Vou lhe dizer um causo.

Sabe que um dia, uma borboleta me contou que ela só é leve - por que o vento, malvado, levou, tudo que ela possuía. Mas o tal vento perguntou daquilo tudo que ela tinha o que ela mais queria que ele não levasse.

Ela disse que sem pensar mais de uma vez, respondeu ao vento que deixasse-a com asas.

- E eu, como bom curioso que sou, perguntei o por quê daquele tão grande amor, pelas assas que o vento não levou.

E, mais uma vez, sem pensar muito ela respondeu que de tudo o que tinha, eram as asas que podiam levá-la a mais longe, ainda que sem vento. Pois é com ela que desafia o vento, voa e no advento dos jardins se camufla com as flores e sem medo de ser feliz, apenas é. E sendo borboleta, não deixando de voar, consegue ser feliz como no mundo não há.

"Sabe esse vento? danado, arrogante.. é ele que hoje, é o meu amante.
Pedi que as minhas asas, comigo ele deixasse.
Pois como sem elas iria chagar até ele?" - disse a borboleta, correndo com o vento, quando já ia embora, os dois, sem demora!


2 comentários:

Coração de menina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mayra Borges disse...

Quanta doçura, maravilhoso teu conto, que saudades que eu tava daqui e que coisa boa poder chegar e ler algo assim, tão brisa, tão harmonia, tão bonito. Parabéns pelo texto.

Beijos

www.eraoutravezamor.blogspot.com

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