terça-feira

     

   Então parei na rua e comecei a procurá-lo sem ao menos saber o por que estavas sumido. A vontade de sonhar era tamanha que sequer enxergar com os olhos eu conseguia mais, o coração já falava mais alto e nada chegava perto dos seus gritos de agonia. 

     Parado ainda na rua, comecei a chorar sem também saber o real motivo de eu estar ali, no nada enxergando coisas além da visão ocular humanizada. A esta altura já havia visto tantas e muitas que nem saberia distinguir realidade de visões de rua. 

     Já começo a pensar que a, minha, realidade é esta que não vejo com os olhos, mas que sai do coração e se funde aos sorrisos e abraços.

     Não queria poder separar as minhas realidades em duas, pois sei que são, mesmo, uma só e nada nem ninguém mudará o que penso, sonho, vejo e sinto. As minhas visões de rua são únicas e essenciais em vida, em minha vida.

     Sendo assim, ainda sem enxergar, e sem encontrá-lo, vou me vendo em cada esquina de um jeito diferente e em cada diferença uma nova pessoa. E ao unir todas as esquinas em uma só, temos uma só estória e uma só visão, ainda que seja mais uma das minhas visões de rua. E mesmo sem encontrar o tal sonho perdido, é a minha visão!

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