sexta-feira

Hoje, dia de sexta, pedi demissão ao patrão aqui. Não aguentava mais aquela agonia!
Eram muitas exigências, eu não suportava mais...
Queria ser como sou e mais ainda, o que sou.
Queria poder brincar com os momentos tristes, poder sorrir quando todos estivessem chorando. Cantar o balão mágico, contar a chefia a fantastica história da Banca de neve, ensinar a garotada como joga amarelinha, riscar o quadro negro de giz e depois assoprar tudo pro alto.
Queria poder criar o meu super herói e não queria que ele fosse musculoso e bonitão, apenas queria que ele sempre me ajudasse em tudo. Desde a pegar um ladão, até a me fazer dormir em uma noite de insônia.
Queria fazer salada de frutas colhidas do jardim, roubadas do vizinho - é ótimo pular a cerca e roubar umas goiabas, são super doces, e no fim... comer fazendo aquela festa sem medo de se melar e de ser melado.
Queria que a maior competição que eu participasse fosse as de peão, dominó ou algo assim. Que a cada complicação que existisse, houvesse mais umas dez coisas simples para serem (re)feitas.
Queria saber fazer rodopios no ar, como quem não espera por nada.
Queria ser um palhaço nas horas vagas... e que as minhas horas fossem sempre vagas.
Queria pular em poças de lama, e prestigiar o lama-céu. E ver o céu sempre belo a iluminar os caminhos.
Queria que houvesse uma lei que me proibisse de ser feliz. Dai eu seria um... FORA DA LEI, um ILEGAL, quem sabe até procurado pela FBI!
Queria apenas querer e poder fazer!
Eu quis e, por querer, pude...

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."

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