sexta-feira


A Rosa se encosta em minha mão.
Em minha mão rosa, uma Rosa é despejada.
E com todo cuidado, a Rosa é adorada.
Com muita adoração, a Rosa é amada.
Com muito amor, a Rosa é beijada.
Com tantos beijos, a Rosa fica mimada.
Com tantos mimos, a Rosa fica encostada.
E no encosto de minha mão, a Rosa é esperada.
E de tanto esperar...
A minha mão fecha.
Sem mais deixar que eu controle os meus sentidos e setimentos.
A Rosa agora fica só, sem ter quem lhe dê amor.
Mas ainda tem a outra mão,
que ao sentir o perfume da Rosa, se abre como uma rosa em outono profundo...
Pra não mais fechar, até que Rosa se vá.
Deixando aquele cheiro de volto logo, e o logo não há de demorar.
Mas se logo a Rosa demora, minha mão torna a fechar.
Agora sem mais mãos, pra poder a rosa chorar.

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