sábado


Chuva de agua molhada
molha o morro da casa
da casa de minha vida
da vida de minha amada

quando sair nessa chuva escura
olhe para quem te olha
a lua branquinha e sedoza
te ama te gama e te goza.

se molha de preto futuro
te olha com olho escuro
na calha da casa amada
a agua cai na calçada

quando na calçada cair
corre os moleque aqui
e toma banho da agua
que do céu ha de cair.

quando os moleques sumir
volta a escuridão
de tanto silencio que faz
o amor vira paixão

e a amada apaixonada
para de ser amada
e fica desvairada
pensa em cair da sacada

logo vê a burrada
saca que é cachorrada
vai tomar bananada
domingo não presta pra nada

dormindo lá na calçada
é que nada ela vai ser
vai logo tomar cachaça
pra ver se sabe esquecer

esquece que é bem criada
e vai ser bem safada
mata a cria do bucho
que ela a um mês levava

distroi uma vida amada
por Deus a ela amarrada
esquece que é bem amada
e fica descabaçada

quando é no outro dia
lembra da besta burrada
seu filho, do bucho tirou
amassou e fora jogou

nem quis saber de quem era
se era do bobo cachorro
ou do homem socorro
que vivia a lhe cantar

depois do canto sereno
aquele menino pequeno
que morreu por maldade
voltou pros braços da mãe

na outra vida que teve
foi filho da mesma infame
da ingrata que na outra
lhe matara sem temor.a

Hoje vive sem dó
Sem se quer saber um dó
Da nota de sua vida
Da viola da sua cria.

A cria já é bem grande
Passa os dias a lhe alegrar
Imagina se novamente
Ela pensa em matar

Ela não tá nem louca
De fazer outra burrada
De matar a cria amada
Que ainda hoje esta amarrada.

Nesta noite bem tranqüila
Foi dormir de bem com a vida
Não matou o filho sagrado
Que do buxo saira.

Hoje estou eu aqui
Falando de minha vida
Eu que fui rejeitado
Por minha mãe querida.

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