terça-feira


(Foto: Mario Pontes)

Sinta-me flor. 
Seja borboleta.
Capte-me o néctar.
Mas pouse. 
Pose. 
Se dis-ponha. 
Me Ame.
E não se vá, jamais!

Fique para o café da tarde,
depois fique para o jantar.
Tem ainda o café da manhã.
O almoço,
mais café,
outro jantar.
E almoço e café e jantar...
E Amar.

Fique, você, borboleta em, mim, flor!
Fique, você, para sempre em, mim, Amor!

segunda-feira



Sou, seu, Mar
Sou, seu, Rio
Seja, barco, canoa ou navio
Vem navegar em meu corpo, vem
Seja velejador do Amor, e leve-me pro além

Tu és do Mar, as ondas que o alegram
Do Rio, és a nascente de águas límpidas
De mim, és, fluente e eterno, Amor

Navegar, Velejar, Olhar, Guiar, Abraçar
Cantar, Alegrar, Dançar... simplesmente AMAR

E se navegas, velejas e amas
Que seja eterno e fluente, o Amor
Que seja como água para o Mar e Rio
Que sejas, agora, parte componente de tal sistema
Seja, agora, Mar e seja, ainda, Rio
Seja Mar e Rio

Pois serei, sempre, seu.
Serei sempre, Seu Mar e Rio de eixos azulados.
(w)

domingo





O poeta é patético.
Fala de Amor, do Amor caquético.
Amor extinto, Amor à primeira vista.
Amor sem razão, Amor com emoção.
Amor poético é Amor pra vida inteira,
Amor sem era nem beira.
É Amor pra Amar e não pensar.
É Amor pra se deleitar em prosa todo dia.
Amor pra escutar boa música sem agonia,
Amor de cinema.
Amor de poeta é Amor de poesia,
Aquele Amor de maresia,
De carnaval da Bahia.
Amor de jovem apaixonado,
Amor de casal condecorado,
Amor de mais de 50 anos,
Amor de apenas 5 dias.
É Amor pra não acabar.
É Amor de confortar,
Aquele Amor de cortesia,
Amor de senhoria,
Amor de cavalaria.
Amor de contos encantados,
De sapo que vira príncipe e de fada madrinha.
É Amor de poeta, é Amor de Poesia.

quinta-feira




Vou lhe dizer um causo.

Sabe que um dia, uma borboleta me contou que ela só é leve - por que o vento, malvado, levou, tudo que ela possuía. Mas o tal vento perguntou daquilo tudo que ela tinha o que ela mais queria que ele não levasse.

Ela disse que sem pensar mais de uma vez, respondeu ao vento que deixasse-a com asas.

- E eu, como bom curioso que sou, perguntei o por quê daquele tão grande amor, pelas assas que o vento não levou.

E, mais uma vez, sem pensar muito ela respondeu que de tudo o que tinha, eram as asas que podiam levá-la a mais longe, ainda que sem vento. Pois é com ela que desafia o vento, voa e no advento dos jardins se camufla com as flores e sem medo de ser feliz, apenas é. E sendo borboleta, não deixando de voar, consegue ser feliz como no mundo não há.

"Sabe esse vento? danado, arrogante.. é ele que hoje, é o meu amante.
Pedi que as minhas asas, comigo ele deixasse.
Pois como sem elas iria chagar até ele?" - disse a borboleta, correndo com o vento, quando já ia embora, os dois, sem demora!


 

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